Na viagem do Porto a Madrid conheci uma Brasileira fantástica, cujo conselho para a viagem foi para eu escrever muito. É o que ela faz sempre.
Em Madrid esperei 4 horas a mais pelo meu voo, que foi adiado devido às cinzas de um vulcão no Chile que inundaram o aeroporto de Buenos Aires. Tive sorte pois na noite anterir houve um voo cancelado.
Já no avião percebi o desespero de ficar 12horas sentada no mesmo sítio. A minha companheira de lugar devia estar a passar-se pelo facto de me estar sempre a levantar, a descalçar, a beber água, a ler, a ajeitar a almofada. Até que ao fim de 9 horas em silêncio finalmente decidiu conversar comigo. A rapariga é Argentina, é recepcionista em Espanha e já não via a família há 6 anos. Depois de quebrado o gelo esteve-me a aconselhar sobre os melhores sitios a ir em Buenos Aires e disse-me que talvez fosse comigo a Iguazu, daqui a 3 dias.
Quando cheguei ao aeroporto, demorei 2 horas a sair. Na hora local eram menos 4 horas que em Espanha. Uma confusão para o meu relógio biológico.
Mal cheguei ao hostel fui para o meu quarto. Como não me cheirou bem o quarto (literalmente), passei para outro onde já estavam 2 raparigas a dormir. Elas ficaram super assustadas com uma marmanja a entrar as 3 da manhã, mas tranquilo. De manhã metemos conversa as 3 e percebi que uma era de Guatemala e outra de Corrientes, na Argentina. Estavam sem casa e passam umas noites num hostel, não são turistas.
Depois de algum tempo a conversar uma delas pergunta-me as horas. Olhei para o telemóvel (dormi abraçado a ele, ao telemóvel, ao passaporte e ao Ipod, nunca se sabe) e disse: são 11h30. Elas levantaram-se de imediato, cheias de sono, tomaram as duas banho, vestiram-se, pentearam-se...até que me passou pela cabeça que talvez 11.30 fosse a hora portuguesa. Na verdade eram 8.30 cá. Quando disse: "hmmm, acho que ainda é cedo...podem dormir mais um pouco", a resposta da guatemala furiosa: "pois bien, percebo ahora porque estaba cheia de sono. Ai que portuguesa, te atiro pela ventana!!!"
O conselho da guatemala sobre buenos aires foi para me perder: "get lost, it's the best way".
Aqui vou eu para o bairro mais pobre da cidade, La Boca e o Caminhito.Conheci o Rodrigo, cozinheiro que passa a vida a fazer empadas e a vende-las todos os dias na rua mais movimentada do bairro. Tirou-me uma foto que podem ver se seguida. Depois andei a pé por San Telmo e entrei em vários antiquários, são aos montes!
Caminhito
Rodrigo, o vendedor de empadas
Mercado de San Telmo
Beijos a todos!
e pronto! bastou teres criado esta primeira narração da tua aventura, para cativares meio mundo a acompanhar carinhosamente os teus passos Inês.
ResponderEliminarviajamos, sentimos e vivemos tudo o que escreveste e ilustraste.
venham mais capítulos desta tua odisseia e
obrigado por nos deixares a todos viajar tb contigo!*
Venham as empadas, as bonecas e os maus cheiros!
ResponderEliminarConservem-se o telemovel, o passaporte e o Ipod!
Recordo este teu país tuga, mas explora o novo habitat!
Muito gosto em ouvir-te ;) Rumo à aventura!
Sara B.