Mendoza é uma província que antigamente pertencia ao Chile. Fica do lado Este dos Andes. É o local onde se produz mais de 80% do vinho Argentino.
Ao chegar de autocarro, as 8 da manhã, já dava para ver uma extensão enorme de vinhas perto da estrada. Quando saí do autocarro, fui a pé para o hostel, a 20 minutos da estação. Como era domingo e tão cedo, não se via ninguém. Cheguei ao hostel e tomei o pequeno almoço.
O hostel chamava-se La Puerta e parecia uma casa de família. Não tinha muitos hospedes e o ambiente muito familiar. Nesse dia acabei por comer "assado" com a família da dona do hostel, pois não havia muito mais sítios para ir comer. Nessa tarde fiquei a ler e a descansar um pouco. Quando passou o calor, fui a um posto de informação turística para saber o que podia ver na cidade.
Escolhi ir conhecer a praça central, onde havia uma grande feira de artesanato e também uma rua onde os artistas expõem os seus trabalhos. Fui ao supermercado comprar o jantar e voltei ao hostel já quase de noite.
Um artesão
Rua dos artistas
No dia seguinte, decidi fazer um passeio de bicicleta pelas adegas e vinhas.
Foi óptimo andar de bicicleta no meio de tanta natureza, com vinhas dos dois lados e as montanhas com neve de cenário de fundo.
Passeio de bicicleta - 10 km
Prova de vinhos orgânicos
Na adega mais imponente, a que foi a maior do mundo, actualmente ja nao funciona. Foi lindo entrar numa adega gigante, completamente em silêncio, com imenso pó e teias de aranha. Entrei numa das pipas (não sei se é assim que se chama, pois eram enormes) pelo buraco de onde se tirava o vinho. Por esse buraco apertado entravam as pessoas para limpar a madeira por dentro. Tive de entrar de lado, firme e hirta, com ajuda do guia e fiquei dentro de uma pipa com mais de 150 anos, quase às escuras (não aconselhado para claustrofóbicos) durante 1 minuto. De seguida, o guia começa a puxar-me por cima. Depois de sair pelo buraco superior, andei a passear por cima das pipas centenárias, foi muito bom.
Caves "Lopez"
No final conheci a cave, que segundo reza a lenta está assombrada pelo dono da Adega. Neste sítio entrei numa passagem secreta, descoberta apenas há 3 anos, onde se guardavam os vinhos mais valiosos.
No final da visita às caves começou a chover torrencialmente. Estava no meio do campo, numa cabanita, a olhar para aquele temporal. Tivemos de esperar que a chuva passasse e pedir para nos irem buscar de carro, pois as estradas ficaram inundadas, pareciam autênticos rios.
Estradas de Maipu
Termas (imagem da tirada da internet)
Nessa tarde, já não coneguia fazer mais nada e acabei por não conhecer melhor a cidade em si. Fiquei no hostel a conviver e a descansar.
No dia seguinte, tinha marcado a viagem para Santiago às 9h da manhã. O autocarro avariou e atrasou-se imenso. Acabei por conhecer uma inglesa, também a viajar sozinha e trocamos os bilhetes para outra empresa. De seguida despedimo-nos de Mendoza e rumamos ao país vizinho.
Bem, não vou aprofundar a viagem pois só isso merece um post.
Beijinhos e obrigada pela companhia.



Sem comentários:
Enviar um comentário