segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Santiago do Chile

Depois de quinze dias por terras Argentinas finalmente cheguei ao Chile.

Durante a viagem conheci a Cheryl, uma inglesa que também viaja sozinha. Com olhos azuis muito grandes, cabelo loiro em duas tranças e a pele avermelhada do sol. A paisagem durante a viagem era deslumbrante e a Cheryl uma entusiasta por tudo em geral. Quando lhe chamava a atenção de algum pormenor comentava "oh my gooood, so niiiceeeee" com um tom de voz super interessado, mas depois reparei que o entusiasmo era igual quando lhe dei uma das minhas sandes de ovo super ranhosas "oh my god! for me? thanksss!". Sempre que me lembro disto ainda me começo a rir sozinha!

Bem, chegadas a Santiago, o Gonzalo (amigo de um amigo da minha irmã), estava à minha espera. Levamos a Cheryl ao hostel e fomos conhecer a cidade e provar "Pisco" no Pátio Bellavista. O Gonzalo, um chileno de gema, foi o meu "guia" em Santiago e arredores. Vive num apartamento perto do centro da cidade e trabalha na zona dos bancos. Fiquei à sua "guarda" durante 4 dias. Foi óptimo ficar num sitio com uma cama e quarto de banho só para mim. Finalmente consegui dormir, pois em Mendoza foram 4 noites praticamente perdidas.

No dia seguinte a ter chegado o Gonzalo convidou-me para um "asado" no "Santuário de La Naturaleza" com os seus amigos e amigas. Quer na Argentina, quer no Chile é muito típico os "asados". Consiste basicamente em grelhar diferentes carnes (costeleta, chouriço) e pôr no pão ("Chouripan" - o nome é fácil de entender). O acompanhamento é salada e batata frita. Todas as pessoas fazem "asados" ao fim de semana com a família e amigos. O nome em Portugal para o espírito é "tainada" (palavra que ensinei ao Gonzalo). Há sempre uma família chilena ao lado da estrada ou junto a um riacho a assar um bom bocado de carne.

Entre as amigas do Gonzalo estava uma Brasileira e, naturalmente foi a pessoa com quem mais conversei. Pelo que me apercebi por todas as conversas que tive com homens e mulheres, os chilenos são bem mais conservadores do que os argentinos. Por exemplo, pelo facto de estar a viajar sozinha, na Argentina nunca tive ninguém a achar isso estranho. Já no Chile as pessoas arregalavam os olhos e, principalmente os homens, não percebem muito bem a ideia. Pelo que o Gonzalo me explicou, os homens aqui são mais "machistas" e as mulheres só há pouco começaram a ter independência económica, pelo que viajavam sempre acompanhadas. Também pelo facto de alguns países da América do Sul e América Central serem um pouco mais perigosos, como a Costa Rica e México.

Depois de uma tarde bem passada, à noite fomos jantar pizza no centro e conhecer o centro da cidade. Nessa noite houve um jogo de futebol importante entre a Universidade do Chile e uma equipa do Uruguai. A equipa chilena levou a melhor e houve imensos festejos na rua, com reportagens para a televisão e muita algazzara.






Nessa noite aproveitei para descansar e recuperar do cansaço acumulado dos dias anteriores...o fim de semana que já estava próximo prometia, em Valparaíso e Viña del Mar.

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