De facto, encontrei-a. Não encontrei foi céu nublado e a chuva que esperava (de facto, a roupa de Inverno que trouxe foi o fiasco da minha viagem). De Puerto Montt para Castro (cidade principal da ilha Chilota - Chiloé, entenda-se), são 3h e meia (o que é pertíssimooooo!).
Em Castro ia ficar em casa de uma amiga, de uma amiga da minha irmã. Liguei-lhe de tarde e ela deu-me a morada. Cheguei a Castro às 23h15 da noite. Apanhei um taxi.
A cidade é tão grande que o taxista morava na mesma rua da minha nova senhoria. A primeira referência que tinha era o numero 1212 dessa rua. Paguei o taxi e entrei na casa. Ao início pareceu-me uma casa espetacular, mas depois vi que estavam pessoas a jantar...ou seja, cheguei a um restaurante! Perguntei pela Alejandra e disseram-me que a casa dela era mais à frente nessa rua. Voltei a entrar no taxi e a cravar uma chamada telefónica ao motorista. Ao subir a rua, o taxi foi atacado por 5 cães vadios e o senhor deixou-me à porta de umas cabanas de madeira. Toquei em todas as casas pois não sabia o andar. Comecaram a falar 3 mulheres ao mesmo tempo e nenhuma a "Alejandra". Pela janela do rés-do-chão vi um casal de jovens a cozinhar. Desesperada bati no vidro da janela uma série de vezes, até verem uma pessoa meia doida, cheia de sacos, do outro lado. Os cães já rondavam a cena.
Pedi para entrar e perguntei se ali vivia a Alejandra, disseram-me que sim, mas no andar de cima e não estava em casa. Basicamente mitrei-me uma meia hora lá em casa deles até chegar a famosa!
A Alejandra é chef e é dona do restaurante onde entrei primeiro. Quase não está em casa e pediu-me desculpa pela confusão. Expliquei-me como cheguei ali, apresentei-me e arrumei as minhas coisas. Esta espécie de couchsurfing é uma coisa delicada, pois a rapariga não fazia a mínima ideia de quem eu era, só o meu nome. Bem, foi impecável, mandou vir comida do restaurante para mim e deu-me as chaves de casa.
(Sobre a casa: toda de madeira, decorada com coisas de artesanato local, livros e mantas de lã, cheia de quadros, com uma varanda linda e uma janela enormde do tamanho da fachada, com vista para um lago de perder de vista - que só vi no dia seguinte quando acordei).
Vista da varanda
Nessa tarde fui conhecer dois povos pequenos, mais a norte de Castro. Disseram-me que precisava de 1 dia lá, para ir, conhecer e voltar. De facto, a viagem era 1h30 mas quando cheguei lá, nunca vi um povo tão pequeno. Sem exagero, 3 quarteirões de largura e 5 de comprimento. Tinha uma igreja que era património mundial. Quis entrar e estava fechada. Perguntei à senhora que guardava a igreja se havia alguma informação que eu pudesse consultar sobre a história da igreja e ela disse que não sabia de nada.
Quando cheguei ao posto turistico, estava fechado, aparentemente há vários meses, pela poeira em cima das mesas. As pessoas olhavam para mim com o ar interrogativo "mas o que é que esta anda para aqui a ver, se não há nada?". Bem, é época baixa ainda, pois o verão so começa daqui a uma semana e não havia mais turistas por perto. Assim, aproveitei para passear um pouco mais e decidi ir a uma ilha mesmo em frente, a 5 minutos de ferry boat.
Chiloé foi a ultima parte do Chile a ser colonizada por Espanhóis. Aí viviam dois povos indígenas, que se dedicavam principalmente à pesca e à agricultura. A ilha já foi vítima de vários maremotos que destruíram algumas das construções mais primitivas.
O aspecto mais tradicional da arquitectura das casas é o facto de estas estarem apoiadas em vigas de madeira para que o lago não as alcançe na maré cheia e de serem todas coloridas.
O nome do restaurante
Alejandra a trabalhar
A sobrinha da Alejandra
No entanto a experiência vivida na ilha supera a falta dos pinguíns!
Depois de Chiloé rumei a PuertoVaras, onde apanhei um bus para Bariloche, na Argentina.
A viagem é digna de um post!
Beijos!
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